Sempre me fascinou..desde pequena.
Olhava horas contadas o fumo k saía dos cigarros intermináveis da mamã; do cachimbo do papá; das fogueiras que se faziam para queimar a erva que nao era boa nas plantações; ou mesmo nos incêndios da serra de minha casa, soltando labaredas no vento como cabelos de uma fénix perdida, pedindo socorro.
Sempre gostei, sempre me fez pensar.
Guardo a minha pequena teoria sobre o fumo dos cigarros das pessoas; é que pode ser dita tanta coisa só ao ver como alguêm cede ao espaço o fumo dos seus negros pulmões. Há quem o expire rápida e fortemente, outros preferem fazê-lo devagarinho, com calma, para nao magoar ninguêm, e até há outros que gostam de soltá-lo despreocupadamente como quem abandona bocados de vida em cada expiração.
Já eu, gosto de observá-lo.
Uma que outra vez, fazê-lo eu propria, e ficar a ver.
O fumo, nao é mais que o resto de algo assim como as cinzas. É só algo que toma forma por uns míseros segundos, para logo depois desaparecer, resumindo-se ao que verdadeiramente é e sempre foi...o resto.
Penso que gosto tanto dele como ele de mim. No fundo,..somos iguais. Restos de algo que já foi noutro tempo e que neste,.. existe só para se consumir, para dar algo com forma, para mostrar que "é" para então assim, uma vez cumprida a missão, desaparecer.
Gosto de ver esse fumo só teu. Essa tua alma, que assim se mostra a meus olhos.
Depois de muito aqui está um breve regresso,..espero q seja bem apreciado!!
Thursday, July 13, 2006
Wednesday, May 03, 2006
Espelho
E entao começa-se a sentir. Encontra-se o desejado no proibido e procuras a razão de tudo em vão. Ficas assim numa procura interminavelmente infinita vezes sem conta.
Existem dias bons, dias maus, mas no fim sao todos o mesmo dia que passa e passa e nunca vês que se trata do mesmo,pq nao tens tempo para parar,pensar e dar um passo adecuado, "o" passo.
Ficou ali. Contra o vento. Os cabelos esvoaçavam com as lágrimas e o sentimento era tão forte que lhe dava uma súbita impotencia para realizar outra tarefa senão chorar e gemer. Nao se movia sentada naquele banco de jardim. Os minutos passavam e ela esperava que ao menos olhasse para trás, nao queria ser deixada para trás como uma qualquer, queria só sentirse especial. Queria sentir.se AQUELA mulher na sua vida. Mas com aqueles minutos que pareciam horas, poco a poco apercebeu.se que nao ia voltar para trás; aliás, ja a havia deixado ali faz muito tempo. Não voltaria. Nunca mais?Seria para sempre? Nao,...seguramente o dia seguinte entrariam na mesma rutina e tudo voltaria a ser o mesmo. Seria?
Era noite, e com a penumbra, também a sua alma ia ficando mais negra, pesada e feia. Tentou levantar-se, ir até casa talvez. Mas como entrar naquele quarto e ver aquelas paredes que tanto sabiam? Talvez até existisse uma pequena possibilidade de que falassem com ela, e tudo o que menos queria era que lhe lembrassem os bons momentos assim como os maus, passados ao lado de alguêm que lhe acabava de virar as costas. Decidiu ficar, ali...não voltaria mais.
Que raio terá acontecido? Pois nao foste tu mesma que procuravas a solidão? Porquê agora que a conseguiste te tornaste uma pessoa triste? Que aconteceu ao sol do teu rosto? Estas apagada, escura, apática; e nao fazes outra coisa senão fugir de tudo o que te convém e até do que nao te convém. Porquê?
Nao consigo ver-te assim amiga minha; não posso permitir que te apagues dia a dia, que gastes as tuas lágrimas todos os dias sem uma razão aparente. Assim não. Nao por isto.Deves seguir a tua procura sem fim. Em algum lugar do mundo encontraras o que tanto procuras e serás feliz. Só.....PROCURA!
Existem dias bons, dias maus, mas no fim sao todos o mesmo dia que passa e passa e nunca vês que se trata do mesmo,pq nao tens tempo para parar,pensar e dar um passo adecuado, "o" passo.
Ficou ali. Contra o vento. Os cabelos esvoaçavam com as lágrimas e o sentimento era tão forte que lhe dava uma súbita impotencia para realizar outra tarefa senão chorar e gemer. Nao se movia sentada naquele banco de jardim. Os minutos passavam e ela esperava que ao menos olhasse para trás, nao queria ser deixada para trás como uma qualquer, queria só sentirse especial. Queria sentir.se AQUELA mulher na sua vida. Mas com aqueles minutos que pareciam horas, poco a poco apercebeu.se que nao ia voltar para trás; aliás, ja a havia deixado ali faz muito tempo. Não voltaria. Nunca mais?Seria para sempre? Nao,...seguramente o dia seguinte entrariam na mesma rutina e tudo voltaria a ser o mesmo. Seria?
Era noite, e com a penumbra, também a sua alma ia ficando mais negra, pesada e feia. Tentou levantar-se, ir até casa talvez. Mas como entrar naquele quarto e ver aquelas paredes que tanto sabiam? Talvez até existisse uma pequena possibilidade de que falassem com ela, e tudo o que menos queria era que lhe lembrassem os bons momentos assim como os maus, passados ao lado de alguêm que lhe acabava de virar as costas. Decidiu ficar, ali...não voltaria mais.
Que raio terá acontecido? Pois nao foste tu mesma que procuravas a solidão? Porquê agora que a conseguiste te tornaste uma pessoa triste? Que aconteceu ao sol do teu rosto? Estas apagada, escura, apática; e nao fazes outra coisa senão fugir de tudo o que te convém e até do que nao te convém. Porquê?
Nao consigo ver-te assim amiga minha; não posso permitir que te apagues dia a dia, que gastes as tuas lágrimas todos os dias sem uma razão aparente. Assim não. Nao por isto.Deves seguir a tua procura sem fim. Em algum lugar do mundo encontraras o que tanto procuras e serás feliz. Só.....PROCURA!
Thursday, April 13, 2006
o espectador
Muitas vezes nos prguntamos o que temos dentro de nós, do que somos feitos para lá da pele, dos músculos, das vísceras...será que não passa tudo de células?
Começamos então a cair num certo transe introspectivo pessoal onde analisamos o que temos feito até aqui e o que faremos até lá. Ponderamos sobre o momento actual, o presente, o que vivemos no dia a dia, dia trás dia. E entao, quase sem querer, chegamos áquele cantinho dentro de nós, áquela caixinha tao bem guardada que até ja tinha sido esquecida, mas que aí existe e resiste. Então, a medo, cautelosos e com muito carinho abrimos a tal caixa.
A luz é tanta que nos cega, o coração bate mais rápido e num flash de só um segundo revivemos emoções, num turbilhão de sensações, encontramos os sentimentos. Heis o que há para lá do externo, por dentro das capas externas que por sua vez são internas de outras mais externas e que cada vez vamos cubrindo mais e mais, por medo talvez. De novo, mas mais meticulosamente do que a outra vez, voltamos a analisar o que lá estava guardado, e a reviver o que sentimos quando tivemos esses sentimentos.
O meu medo ( e estou certa que será também o medo de muita gente) é conseguir encontrar o tal interior, a tal caixinha, abri-la e.......nao encontrar nada! Vazio!! O pior seria estar com tanto medo que nem sequer haveria coragem para tocar.lhe e menos para a abrir!Tanto, tanto medo...e nao ter coragem de ver o que sinto, explorar o que quero e o procurar o meu destino dentro do curso natural das coisas.
Ando perdida, abandonada e com medo, mas ninguêm vê isso, todos exigem e nenhum dá, todos gritam e não ouvem, andam todos pelos cantos, zangados, com frio de carinho, com medo, com azedume nas bocas, até explodirem em alguêm.
Fujo deles, fujo até não me encontrar; e fico então assim como espectador da minha propria vida, e dos "meus" sentimentos, de braços cruzados, apática, querendo que passem os dias e as horas sem saber para quê,..procurando um consolo, que cada dia encontro numa só soluçao. O caminho dos fracos.
Começamos então a cair num certo transe introspectivo pessoal onde analisamos o que temos feito até aqui e o que faremos até lá. Ponderamos sobre o momento actual, o presente, o que vivemos no dia a dia, dia trás dia. E entao, quase sem querer, chegamos áquele cantinho dentro de nós, áquela caixinha tao bem guardada que até ja tinha sido esquecida, mas que aí existe e resiste. Então, a medo, cautelosos e com muito carinho abrimos a tal caixa.
A luz é tanta que nos cega, o coração bate mais rápido e num flash de só um segundo revivemos emoções, num turbilhão de sensações, encontramos os sentimentos. Heis o que há para lá do externo, por dentro das capas externas que por sua vez são internas de outras mais externas e que cada vez vamos cubrindo mais e mais, por medo talvez. De novo, mas mais meticulosamente do que a outra vez, voltamos a analisar o que lá estava guardado, e a reviver o que sentimos quando tivemos esses sentimentos.
O meu medo ( e estou certa que será também o medo de muita gente) é conseguir encontrar o tal interior, a tal caixinha, abri-la e.......nao encontrar nada! Vazio!! O pior seria estar com tanto medo que nem sequer haveria coragem para tocar.lhe e menos para a abrir!Tanto, tanto medo...e nao ter coragem de ver o que sinto, explorar o que quero e o procurar o meu destino dentro do curso natural das coisas.
Ando perdida, abandonada e com medo, mas ninguêm vê isso, todos exigem e nenhum dá, todos gritam e não ouvem, andam todos pelos cantos, zangados, com frio de carinho, com medo, com azedume nas bocas, até explodirem em alguêm.
Fujo deles, fujo até não me encontrar; e fico então assim como espectador da minha propria vida, e dos "meus" sentimentos, de braços cruzados, apática, querendo que passem os dias e as horas sem saber para quê,..procurando um consolo, que cada dia encontro numa só soluçao. O caminho dos fracos.
Sunday, March 19, 2006

"não trago nada.
não sou nenhum oceano,
não venho para te afogar
O Sol esvai-se em vento.
A areia caminha sem praia
e cada grão se faz lua
na tua cara que me olha e me busca,
demasiado nua.
Eu sou o tirlho por onde sulcas.
Eu não sou nada que não esperasses.
Tudo o que a minha mão te estende,
estava escrito na tua endoderme,
no calor das tuas pernas,
nos passos infatigáveis
dos teus segundos fátuos.
Não trago nada.
Sou só agua.
Venho para te afogar."
Manuel Cintra in "Não Sei Nunca Por Onde"
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Parque grande de Zaragoza!Estava um lindo entardecer! vamos la a ver se me veem fazer uma visita pessoal! Aqui tou � espera!!:P:P

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Algo
As luzes quase que cegavam, eram fortes como ela não podia ser.
Levantava-se e voltava a sentarse. Custava-lhe andar direita no meio daquela gente. Os corpos roçavam uns nos outros, impedindo-lhe a passagem. No fundo não sabia se amava ou odiava aquele sítio. Tinha um interesse estranho por ele, despertava-lhe uma curiosidade para coisas que ela nunca julgou vir a entender e menos gostar.
Numa tentativa de erguer o seu corpo, buscava sair de ali, alcançar a porta de saída. Ao fundo podia ler em luz verde "Exit", mas nao tinha forças, algo nela a impedia de respirar e andar, uma angustia apoderava-se do seu corpo. Débil e medricas continuava a andar, não sabia bem porquê o fazia.
Chegou a casa. Deitou-se na cama que não estava feita; nunca o estava. Encolheu-se e olhou para o lado. Ali estava ela. Porquê? Era como uma perseguição, uma assombração.
Muitas vezes os dois corpos confundiam-se. E então era aí que ela deixava de saber se era ela ou se era a outra. Mesmo quando não estavam juntas, ela olhava-se no espelho e não se reconhecia. Ficava (ou ficavam??) assim horas em frente do espelho, e repetia "nao sou eu, nao sou eu"; era então que aparecia o homenzinho da picareta. Era muito pequeno, como um duende, subia desde o chao até ao peito dela, e mesmo na zona da boca do estomago começava a escavar, a picar, mais fundo, mais fundo, "nao sou eu, nao sou eu, nao sou eu".
Voltava. Era de noite. Entrava naquele antro escuro e ruidoso. As luzes voltavam a cegá-la, apontando na sua direcção e ela voltava a deixar de ser ela. Esquecia o seu corpo por momentos, abandonava-o e deixava-o á deriva. Não eram eles que a olhavam. Era ela. Fazia tudo por ela.
Só a recompensa a acalmava. O calor que lhe subia pelas veias até à cabeça, fazia-a dançar sem parar, era perfeita, sem erros, sem vergonhas. Feliz.
Muitas vezes pensou em parar, em deixar de usar aquela máscara suja e negra no negro da noite. Muitas vezes pensou eu sair daquele sitio, em mudar de vida, ser alguêm, ser feliz de verdade...muitas vezes pensou..."não sou eu,...não sou eu!"
Levantava-se e voltava a sentarse. Custava-lhe andar direita no meio daquela gente. Os corpos roçavam uns nos outros, impedindo-lhe a passagem. No fundo não sabia se amava ou odiava aquele sítio. Tinha um interesse estranho por ele, despertava-lhe uma curiosidade para coisas que ela nunca julgou vir a entender e menos gostar.
Numa tentativa de erguer o seu corpo, buscava sair de ali, alcançar a porta de saída. Ao fundo podia ler em luz verde "Exit", mas nao tinha forças, algo nela a impedia de respirar e andar, uma angustia apoderava-se do seu corpo. Débil e medricas continuava a andar, não sabia bem porquê o fazia.
Chegou a casa. Deitou-se na cama que não estava feita; nunca o estava. Encolheu-se e olhou para o lado. Ali estava ela. Porquê? Era como uma perseguição, uma assombração.
Muitas vezes os dois corpos confundiam-se. E então era aí que ela deixava de saber se era ela ou se era a outra. Mesmo quando não estavam juntas, ela olhava-se no espelho e não se reconhecia. Ficava (ou ficavam??) assim horas em frente do espelho, e repetia "nao sou eu, nao sou eu"; era então que aparecia o homenzinho da picareta. Era muito pequeno, como um duende, subia desde o chao até ao peito dela, e mesmo na zona da boca do estomago começava a escavar, a picar, mais fundo, mais fundo, "nao sou eu, nao sou eu, nao sou eu".
Voltava. Era de noite. Entrava naquele antro escuro e ruidoso. As luzes voltavam a cegá-la, apontando na sua direcção e ela voltava a deixar de ser ela. Esquecia o seu corpo por momentos, abandonava-o e deixava-o á deriva. Não eram eles que a olhavam. Era ela. Fazia tudo por ela.
Só a recompensa a acalmava. O calor que lhe subia pelas veias até à cabeça, fazia-a dançar sem parar, era perfeita, sem erros, sem vergonhas. Feliz.
Muitas vezes pensou em parar, em deixar de usar aquela máscara suja e negra no negro da noite. Muitas vezes pensou eu sair daquele sitio, em mudar de vida, ser alguêm, ser feliz de verdade...muitas vezes pensou..."não sou eu,...não sou eu!"
Friday, February 10, 2006
número 3
Passeava á beira mar. O sal beijava os meus lábios que começavam a doer, o meu vestido branco, era demasiado longo, estava molhado nas bordas, e os meus cabelos enleavam-se com o vento com as algas do mar. Era um daqueles dias claros de verao, como eu gosto do veräo...o céu era azul, o sol queimava os olhos, nunca entendi bem porquê mas desde pequena tentava olhar o sol, vê-lo, mas acabo sempre por desistir da dor que me causa.
Comecei a entrar e estava cada vez mais fundo. Decidi parar. Enterrei os pés bem fundo na areia, plantei-me como se de uma planta se trata-se e ali me deixei ficar, esperando que a maré subisse.
Aquele sentimento ia crescendo (com a maré), a angustia apoderava-se de mim, tornava-se difícil respirar.
O mar sempre me deu medo. Nunca conseguia ficar de olhos abertos muito tempo,... quando em pequena iamos á praia e eu dava mergulhos de 30 segundos contados pelo relógio da avó. Angustiava-me ver todo aquele azul á minha frente, sempre preferi as piscinas para mergulhar. Mas ali estava eu, irónicamente, 30 anos depois, a deixar-me afundar pelo mar.
Num momento de fraqueza, virei os olhos no sentido oposto ao do horizonte, ali estava aquela cabana, no meio das dunas, um pequeno alpendre, algumas cadeiras, duas janelas e uma porta. "A curiosidade matou o gato". "-Nao tenho hora para isto, posso fazê-lo daqui a uns minutos"
Enquanto me aproximava, a dita curiosidade ia aumentando. Eu tinha uma estranha vontade de salvaçäo.
-Olá, há alguêm?
- Sim estou eu,.. aqui, ao pé da janela.- respondeu um homem de voz rouca, barba e rugas marcadas pelo tempo e pelo sal.
- Desculpe nao queria incomodá-lo, estava a passar pela praia e tive curiosidade de ver a casa, talvez ma pudesse alugar, ou vender, nao sei, gosto deste sitio.- falava rápido e lento ao mesmo tempo, olhando ora para o mar, ora para o homem, que tinha cara e parte do corpo tapado pela sombra do canto da janela.
O homem levantou-se e dirigiu-se na minha direcçao, senti um medo horrivel, e mais ainda quando vi o seu claro olhar, verde-azulado como o mar, e a sua barba loira, devia ter perto da minha idade.
- Nao, nao passavas por aqui, eu vi-te no mar.
- Viu? E näo me tentou ajudar?
- Tu nao precisavas de ajuda. Quando precisas-te vieste até ela, até mim. Senta-te, fiz agora um chá. Relaxa. Podes cá ficar.
Fecha os olhos. Morre.
Tu soubeste ajudarme quando mais precisava, quando mais perdida estava. Obrigada por nao me teres deixado afundar sozinha. Amo-te.
Wednesday, February 01, 2006
Tu
Quando te vi ali encostado, nao recordo muitobem o que me passou pela cabeça..ia tao nervosa..acho que estava em branco...mas depois com a conversa adorei o que conheci em ti, falavasme dos teus sonhos, davasme a conhecer os teus sentimentos mais profundos, pouco a pouco, como uma conchinha iasme mostrando o teu interior e eu cada vez ia gostando mais de ti. Decidimos avançar, tomar uma iniciativa pensámos que seria o melhor para os dois, e tivemos um inicio tao pacifico...tranquilo...
Agora as coisas mudaram, tornou-se quase doentio, percorres o meu corpo vezes sem conta, esta nas minhas veias, na minha pele, nos meus cabelos, sinto-te em toda a parte, mesmo quando nao aqui estas, estas em mim, penso nos nossos momentos, viciome de ti. Preciso de ti, nao me imagino já com ninguem mais que nao sejas tu. Eu pertenço-te percebes isso agora? O meu corpo e a minha alma sao teus e só teus, nao pretendo roubar-te o que é teu.
Sou tua, agora e sempre. Amo-te de paixao, de loucura, no mais profundo do meu ser, quero-te e desejo-te, sempre.
Agora as coisas mudaram, tornou-se quase doentio, percorres o meu corpo vezes sem conta, esta nas minhas veias, na minha pele, nos meus cabelos, sinto-te em toda a parte, mesmo quando nao aqui estas, estas em mim, penso nos nossos momentos, viciome de ti. Preciso de ti, nao me imagino já com ninguem mais que nao sejas tu. Eu pertenço-te percebes isso agora? O meu corpo e a minha alma sao teus e só teus, nao pretendo roubar-te o que é teu.
Sou tua, agora e sempre. Amo-te de paixao, de loucura, no mais profundo do meu ser, quero-te e desejo-te, sempre.
Monday, January 02, 2006
São Cartas
No outro dia encontrei no chão do meu quarto uma carta! Pensei que seria muito estranho haver por ali pelo chão uma carta! O meu quarto estava desarrumado como sempre mas as cartas que recebo tenho.as sempre muito bem guardadas ao pé do meu diário! Sem querer muito bem lê.la e já á espera do que seria, apanhei.a do chão e comecei a ler..."Meu amor..." Parei de ler e decidi queimá.la...
Ao chegar cada vez mais perto a chama do isqueiro que me serve para acender os pauzinhos de incenso, apercebime de que nao queria mesmo queimá.la.
Aquela carta que sem saber como, tinha aparecido no meio daquele chão vazio, era uma carta do meu passado.Pertencia ao passado onde ainda tudo estava vivo e eu estava completa. Eu então ainda não me vestia de preto, nao usava sapatos de salto pretos, nao apanhava o cabelo em remoinho e nao o pintava de preto,...todas as noites. Os meus lábios encarnados lembram (agora que penso nisso) o embrulho dos bombons que me trazias, o mesmo encarnado que ficava espalhado na cama coberta de petalas de rosa, o mesmo encarnado que existia na ultima vez que te vi. Vinho. Em tanto o sangue se parece ao vinho! Na côr, no cheiro que fica e nao sai,..eu bebi de ti, dos teus lábios encarnados, que já nao voltam. Não há mais bombons encarnados.
Ainda com a carta na mão, passaram.se umas horas, nao me atrevia a lê.la..eu tinha.a escrito para ti, foi a carta que nunca leste, a carta na qual eu te abandonaria para seguir um novo caminho longe de Lisboa, a cidade consumiame e tu consumiasme com ela todos os dias, todas as noites, usavasme e eu deixava. Mas sabia que o fim estava perto, por isso escrevi a carta mesmo antes de pensar para onde ir, por onde recomeçar.
Efectivamente o fim estava perto. Mas nao o planeado. Foste tu quem me abandonou, para sempre e eu nunca suportei a indiferença. Sei que se fosse eu a que tivesse partido tudo estaria bem. Mas quem me abandonou foste TU! e com isso eu nao vivo, nao sei viver...por isso te escrevo esta carta. Carta sobre carta. Juntas.
Sem querer acreditar, deixome levar pela esperança de que em breve estaremos lado a lado, recomeçando, juntos.
Ao chegar cada vez mais perto a chama do isqueiro que me serve para acender os pauzinhos de incenso, apercebime de que nao queria mesmo queimá.la.
Aquela carta que sem saber como, tinha aparecido no meio daquele chão vazio, era uma carta do meu passado.Pertencia ao passado onde ainda tudo estava vivo e eu estava completa. Eu então ainda não me vestia de preto, nao usava sapatos de salto pretos, nao apanhava o cabelo em remoinho e nao o pintava de preto,...todas as noites. Os meus lábios encarnados lembram (agora que penso nisso) o embrulho dos bombons que me trazias, o mesmo encarnado que ficava espalhado na cama coberta de petalas de rosa, o mesmo encarnado que existia na ultima vez que te vi. Vinho. Em tanto o sangue se parece ao vinho! Na côr, no cheiro que fica e nao sai,..eu bebi de ti, dos teus lábios encarnados, que já nao voltam. Não há mais bombons encarnados.
Ainda com a carta na mão, passaram.se umas horas, nao me atrevia a lê.la..eu tinha.a escrito para ti, foi a carta que nunca leste, a carta na qual eu te abandonaria para seguir um novo caminho longe de Lisboa, a cidade consumiame e tu consumiasme com ela todos os dias, todas as noites, usavasme e eu deixava. Mas sabia que o fim estava perto, por isso escrevi a carta mesmo antes de pensar para onde ir, por onde recomeçar.
Efectivamente o fim estava perto. Mas nao o planeado. Foste tu quem me abandonou, para sempre e eu nunca suportei a indiferença. Sei que se fosse eu a que tivesse partido tudo estaria bem. Mas quem me abandonou foste TU! e com isso eu nao vivo, nao sei viver...por isso te escrevo esta carta. Carta sobre carta. Juntas.
Sem querer acreditar, deixome levar pela esperança de que em breve estaremos lado a lado, recomeçando, juntos.
Saturday, December 24, 2005
Feliz natal
Era só para deitar um pouco fora o meu espirito natalicio para todos os seguidores do meu blog..(que sao assim imensos e cada vez mais pelo que parece....cof cof....)
E dizer a todos que agora que tou cá em lisboa vai ser só ramboiar e muito estudo tb....:S
Miss you all!see u soon!=)
Muaka
Merry Xmasss
have an Hippy Christmas
E dizer a todos que agora que tou cá em lisboa vai ser só ramboiar e muito estudo tb....:S
Miss you all!see u soon!=)
Muaka
Merry Xmasss
have an Hippy Christmas
Sunday, December 18, 2005
O Descampado 2
Mais uma vez preparome para te sentir e passar por ti! Como sempre, como todos os dias.
Surpresa das surpresas, estao lá carros e gente. Cortaram o teu riacho poluído. Ele já nao corre por ti. Já nao tens o teu mato, a tua erva verde que te rodeava, ja nao tens nada! Agora mais que nunca és um descampado, nao és nada mais que uma enorme superficie sem nada. És lama molhada no escuro da manhä. És deserto.
Nada.
No dia seguinte, volto a passar por ti, mas ao chegar, nao posso entrar em ti, a passagem que poucos conheciamos foi vedada e alargada, tem portoes de ferro, e homens com capacetes brancos andam por ti, tiram.te medidas.
Nessa tarde, ao passar ao longe consigo observar como máquinas escavadoras te abrem e furam. Quem sao eles descampado? Quem säo estes que se viram no direito de te matar? Terá sido uma soluçao para todos os teus males, para a tua poluiçao?Porque?
Vejo como pouco a pouco, a natureza que tinha neste sitio, que rodeava o meu lugar, começa a desaparecer, e cada vez mais aparecem ferros e cimentos. E eu que gostava tanto de ti, tinha pena de ti, mas gostava de ti. Gostava de te passar, de te sentir e ver. Gostava de brincar lá com os teus caes e de correr na tua erva molhada. Já nao existes. O que eu pensava que duraria anos e anos, acaba de desaparecer mesmo ali á frente dos meus olhos! Nada é efémero.
Agora levantome mais cedo, já nao tenho o meu atalho. Vou sozinha, sobre o alcaträo. A cidade perde a terra que é do Mundo. Que é O Mundo.
Adeus.
Surpresa das surpresas, estao lá carros e gente. Cortaram o teu riacho poluído. Ele já nao corre por ti. Já nao tens o teu mato, a tua erva verde que te rodeava, ja nao tens nada! Agora mais que nunca és um descampado, nao és nada mais que uma enorme superficie sem nada. És lama molhada no escuro da manhä. És deserto.
Nada.
No dia seguinte, volto a passar por ti, mas ao chegar, nao posso entrar em ti, a passagem que poucos conheciamos foi vedada e alargada, tem portoes de ferro, e homens com capacetes brancos andam por ti, tiram.te medidas.
Nessa tarde, ao passar ao longe consigo observar como máquinas escavadoras te abrem e furam. Quem sao eles descampado? Quem säo estes que se viram no direito de te matar? Terá sido uma soluçao para todos os teus males, para a tua poluiçao?Porque?
Vejo como pouco a pouco, a natureza que tinha neste sitio, que rodeava o meu lugar, começa a desaparecer, e cada vez mais aparecem ferros e cimentos. E eu que gostava tanto de ti, tinha pena de ti, mas gostava de ti. Gostava de te passar, de te sentir e ver. Gostava de brincar lá com os teus caes e de correr na tua erva molhada. Já nao existes. O que eu pensava que duraria anos e anos, acaba de desaparecer mesmo ali á frente dos meus olhos! Nada é efémero.
Agora levantome mais cedo, já nao tenho o meu atalho. Vou sozinha, sobre o alcaträo. A cidade perde a terra que é do Mundo. Que é O Mundo.
Adeus.
Thursday, December 08, 2005
Crónicas de uma Pirúa Suburbana
Se há coisas que não entendo...uma delas é sem dúvida o fenómeno "saldos".
Sei que não posso falar muito do assunto porque na europa até somos bem mais controlados do que os trogloditas dos americanos!
No outro dia fiquei terrivelmente chocada ao ver no telejornal como afectava a populaçao americana este fenómeno! De boca aberta vi como uma meia dúzia de homens de fatos de treino, bonés e pêlo no peito se "avalanchavam" contra uma pilha de caixas de cartão onde difícilmente se podía ler as duas letrinhas de "TV". ò meu deus! Mas onde vamos acabar nós?
Sim, porque desde já se seguir o americano era uma coisa chique,...ok...pode até ser,...mas devo dizer que me recuso a atirarme de cabeça contra uma pilha de caixas de tv só porque estas estão a menos de metade do preço!Aliás...chique chique..já agora, seria agarrar em todas que pudessemos,... para tal efeito, levávamos para o supermercado, a mulher, os filhos a avózinha e ainda o cão..-Bora lá familia, vamos ver quantas conseguimos!, e até fazemos negocio lá fora!!
Ai eu...........
Sei que não posso falar muito do assunto porque na europa até somos bem mais controlados do que os trogloditas dos americanos!
No outro dia fiquei terrivelmente chocada ao ver no telejornal como afectava a populaçao americana este fenómeno! De boca aberta vi como uma meia dúzia de homens de fatos de treino, bonés e pêlo no peito se "avalanchavam" contra uma pilha de caixas de cartão onde difícilmente se podía ler as duas letrinhas de "TV". ò meu deus! Mas onde vamos acabar nós?
Sim, porque desde já se seguir o americano era uma coisa chique,...ok...pode até ser,...mas devo dizer que me recuso a atirarme de cabeça contra uma pilha de caixas de tv só porque estas estão a menos de metade do preço!Aliás...chique chique..já agora, seria agarrar em todas que pudessemos,... para tal efeito, levávamos para o supermercado, a mulher, os filhos a avózinha e ainda o cão..-Bora lá familia, vamos ver quantas conseguimos!, e até fazemos negocio lá fora!!
Ai eu...........
Acontece
Algumas coisas acontecem, nao se fazem acontecer.... sao mágicas e vêem sem avisar! Pode ser bom, pode ser mau. "Aconteceu..."
Só gostava de poder pedir desculpa a algumas pessoas, e dizer obrigada a outras,...por tudo!
Desculpa e Obrigada. Sao muito diferentes.
Ando a sentirme melhor. A dor vai passando. Tu vais preenchendo o vazio e não me sinto tão má pessoa como já me senti. Quero-te mas tenho medo de ti. Tenho medo de atirarme de cabeça como quero e sei que vou fazer. Como sempre faço...como já fiz.
Ainda penso no mal mal que deixei lá a tras, mas no fundo não é um mal maior, eu sei que num futuro esse mal será um bem e então serei entendida. Contigo as coisas têem um rumo. Contigo as coisas fluem. Rio.
Assusta-me ver-me tão feliz e tao completa, darme tão bem contigo, passar estes momentos que só nós dois sentimos onde só nós dois somos! Pela primeira vez depois de muito tempo, dou comigo presa, parada, aflita, perdida nos meus mais profundos pensamentos. "-em que pensas Joana"...nem eu sei. Fico ali assim, a ver passar o tempo. Quero que ele passe rápido nalgumas alturas e quero que ele não passe noutras....podem existir noções tão diferentes do tempo quando se está assim como eu estou...
Desculpa.
Obrigada.
Só gostava de poder pedir desculpa a algumas pessoas, e dizer obrigada a outras,...por tudo!
Desculpa e Obrigada. Sao muito diferentes.
Ando a sentirme melhor. A dor vai passando. Tu vais preenchendo o vazio e não me sinto tão má pessoa como já me senti. Quero-te mas tenho medo de ti. Tenho medo de atirarme de cabeça como quero e sei que vou fazer. Como sempre faço...como já fiz.
Ainda penso no mal mal que deixei lá a tras, mas no fundo não é um mal maior, eu sei que num futuro esse mal será um bem e então serei entendida. Contigo as coisas têem um rumo. Contigo as coisas fluem. Rio.
Assusta-me ver-me tão feliz e tao completa, darme tão bem contigo, passar estes momentos que só nós dois sentimos onde só nós dois somos! Pela primeira vez depois de muito tempo, dou comigo presa, parada, aflita, perdida nos meus mais profundos pensamentos. "-em que pensas Joana"...nem eu sei. Fico ali assim, a ver passar o tempo. Quero que ele passe rápido nalgumas alturas e quero que ele não passe noutras....podem existir noções tão diferentes do tempo quando se está assim como eu estou...
Desculpa.
Obrigada.
Sunday, November 27, 2005
Risos
Como me das pena agora que te olho! Rio-me de ti e de tudo! É tudo tao ridículo e medíocre! Näo tens pena de te manteres nesse pés e nessas pernas que nao te servem para nada, sao peças podres que fazem parte desse teu ridículo corpo!
Devias poder encontrar a merda do teu cerebro que deixaste perdido nalguma retrete podre! Hahaha rio.me tanto de ti!tanto...dás-me pena!Olho-te e sintome superior a ti!Nao vales nada de nada, consegues ser tao triste que vais eventualmente acabar por ficar pequeno e desaparecer na tua propia escuridao de vida!
Ainda esperei dias melhores, mas os teus dias eram cada vez mais miseraveis!!
Só queria poder encontrar uma maneira de dizer-te tudo o que sinto por ti e tudo o que me fazes RIR!
Estou sozinha nesta sala, é tudo branco...ou será preto?Tenho os meus braços atados atrás das costas e por muito que tente falar nao consigo, nao sei se estou rouca ou se é deste trapo que me mantem a boca aberta e surda.
Tu nao estás aqui...nao estas...NAO ESTAS??Quem me pôs aquí?foste tu ou foi a loucura que sentia por ti? Nao consigo avançar, nem falar, nem descansar por isso uma vez mais atiro-me contra a parede vezes sem conta até a cabeça doer e sentir aquele rio quente e doce a escorrer testa abaixo. Pronto, tudo vai voltar a acabar, vou dormir, ja sinto o efeito da agulha que me trinca o braço. Adormeço com um sorriso na boca.
Que dia de primavera perfeito!Os dois juntos...a vista desde o castelo! Tudo tao perfeito!
- Sabes, vou te querer para sempre!
- Eu quero-te mais lindinha!
- É sempre tudo tao perfeito quando estás comigo, nao tens defeitos! Sou a mulher mais feliz do mundo.
- E eu o homem mais feliz por te ter comigo!
A vida é tao bela.Há momentos que se guardam para sempre!
- Nunca esquecerei as gargalhadas deste dia!Foi tao lindo e perfeito, amo-te!
Uma vez mais acordo, e volta tudo a acontecer outra vez, mas nao, desta vez nao posso satisfazer os meus caprichos, as paredes ja nao sao duras, sao almofadadas!Que ridículos!!De que têem medo? Nao penso em matar-me, só aliviar esta dor profunda por nao te ter comigo.
Já te disse o ridículo que és?hahaha vai morrer longe! Fazes-me rir e afogar-me na loucura do meu riso que me mantém com este riso plastificado neste manicomio de loucos que näo sao loucos como eu, louca de amor.
Devias poder encontrar a merda do teu cerebro que deixaste perdido nalguma retrete podre! Hahaha rio.me tanto de ti!tanto...dás-me pena!Olho-te e sintome superior a ti!Nao vales nada de nada, consegues ser tao triste que vais eventualmente acabar por ficar pequeno e desaparecer na tua propia escuridao de vida!
Ainda esperei dias melhores, mas os teus dias eram cada vez mais miseraveis!!
Só queria poder encontrar uma maneira de dizer-te tudo o que sinto por ti e tudo o que me fazes RIR!
Estou sozinha nesta sala, é tudo branco...ou será preto?Tenho os meus braços atados atrás das costas e por muito que tente falar nao consigo, nao sei se estou rouca ou se é deste trapo que me mantem a boca aberta e surda.
Tu nao estás aqui...nao estas...NAO ESTAS??Quem me pôs aquí?foste tu ou foi a loucura que sentia por ti? Nao consigo avançar, nem falar, nem descansar por isso uma vez mais atiro-me contra a parede vezes sem conta até a cabeça doer e sentir aquele rio quente e doce a escorrer testa abaixo. Pronto, tudo vai voltar a acabar, vou dormir, ja sinto o efeito da agulha que me trinca o braço. Adormeço com um sorriso na boca.
Que dia de primavera perfeito!Os dois juntos...a vista desde o castelo! Tudo tao perfeito!
- Sabes, vou te querer para sempre!
- Eu quero-te mais lindinha!
- É sempre tudo tao perfeito quando estás comigo, nao tens defeitos! Sou a mulher mais feliz do mundo.
- E eu o homem mais feliz por te ter comigo!
A vida é tao bela.Há momentos que se guardam para sempre!
- Nunca esquecerei as gargalhadas deste dia!Foi tao lindo e perfeito, amo-te!
Uma vez mais acordo, e volta tudo a acontecer outra vez, mas nao, desta vez nao posso satisfazer os meus caprichos, as paredes ja nao sao duras, sao almofadadas!Que ridículos!!De que têem medo? Nao penso em matar-me, só aliviar esta dor profunda por nao te ter comigo.
Já te disse o ridículo que és?hahaha vai morrer longe! Fazes-me rir e afogar-me na loucura do meu riso que me mantém com este riso plastificado neste manicomio de loucos que näo sao loucos como eu, louca de amor.
Azul (um Viva aos heterozigóticos)
Dizem-nos especiais, que somos diferentes, únicos, cada um diferente do outro, näo chega a existir um pigmento igual de um para outro. Perdem-se de amores, vêem o infinito, o mar, o céu, a chuva num dia nublado em que ficam cinzentos. Afundam-se e afogam-se neles. Morrem e ressuscitam.
Na realidade, simplesmente significam uma coisa, és fraca. Tens dois genes recessivos e nenhum dominante, e difícilmente poderás passar essa tua fraqueza á tua descendência porque sao genes recessivos..os dois!E além de mais sao homozigotos, nao têm variedade. És como uma raça pura com todos os seus defeitos. Nao tens variabilidade genética e ainda por cima tens mais probabilidades de cancro.
Sim, sentia-me especial e diferente e única.
Já nao, sinto-me uma fraca!!
Na realidade, simplesmente significam uma coisa, és fraca. Tens dois genes recessivos e nenhum dominante, e difícilmente poderás passar essa tua fraqueza á tua descendência porque sao genes recessivos..os dois!E além de mais sao homozigotos, nao têm variedade. És como uma raça pura com todos os seus defeitos. Nao tens variabilidade genética e ainda por cima tens mais probabilidades de cancro.
Sim, sentia-me especial e diferente e única.
Já nao, sinto-me uma fraca!!
Thursday, November 24, 2005
El Cierzo
Ahora que lo pienso creo que en realidad siempre me lo has dicho; desde siempre desde pequeña..jugaba contigo, bailábamos los dos y cada uno llamaba al otro "suyo".
Yo era tu señora, y el pilar de cemento con dos hierros salientes era mi nave espacial, y te guiaba. Volaba por entre ti. Como era todo tan real...
Cuando tus partículas me acariciaban la piel y el pelo, me decias que sería tuya aunque no lo supiera; Pero yo entonces no lo veía así, yo solo sabía que yo era tu señora y tu mi esclavo, yo te daba órdenes, te pedia que fustigaras los árboles y tu lo hacías, te pedia que hicieras olas en el mar para que lo viera y tu lo hacías, te pedia con una sonrisa "hazme volar" y tu como siempre, lo hacías.
No sabía entonces que todo ésto tenia un precio, y que tendria que pagarlo por muchos años de mi vida. Pero al menos no soy eterna como tu, yo tengo un fin, tu tienes que seguir acariciando niñas y hacerlas tuyas. Tienes que seguir con tu magia, poder e ilusión. Engañando a otras.
Al llegar a esta ciudad lo comprendí todo. Esta ciudad, la ciudad del viento, del viento Cierzo, del frio viento Cierzo que viene de los pirineos y que puede alcanzar velocidades increíbles...ahora te entiendo. Soy tuya, estoy aqui..para tí. Parada en esta ciudad, no me puedo mover.Soy tu prisionera, soy tu esclava. Tuya.
(possivelmente o primeiro e último texto em castellano!=P)
Yo era tu señora, y el pilar de cemento con dos hierros salientes era mi nave espacial, y te guiaba. Volaba por entre ti. Como era todo tan real...
Cuando tus partículas me acariciaban la piel y el pelo, me decias que sería tuya aunque no lo supiera; Pero yo entonces no lo veía así, yo solo sabía que yo era tu señora y tu mi esclavo, yo te daba órdenes, te pedia que fustigaras los árboles y tu lo hacías, te pedia que hicieras olas en el mar para que lo viera y tu lo hacías, te pedia con una sonrisa "hazme volar" y tu como siempre, lo hacías.
No sabía entonces que todo ésto tenia un precio, y que tendria que pagarlo por muchos años de mi vida. Pero al menos no soy eterna como tu, yo tengo un fin, tu tienes que seguir acariciando niñas y hacerlas tuyas. Tienes que seguir con tu magia, poder e ilusión. Engañando a otras.
Al llegar a esta ciudad lo comprendí todo. Esta ciudad, la ciudad del viento, del viento Cierzo, del frio viento Cierzo que viene de los pirineos y que puede alcanzar velocidades increíbles...ahora te entiendo. Soy tuya, estoy aqui..para tí. Parada en esta ciudad, no me puedo mover.Soy tu prisionera, soy tu esclava. Tuya.
(possivelmente o primeiro e último texto em castellano!=P)
Wednesday, November 23, 2005
O Descampado
Está uma clara manhä, gélida. Mäos e nariz näo te sentem. Uma vez mais preparo-me para passar por ti. O teu caminho hoje já näo tem poças de água. Secaram. A tua erva começa a ficar mais amarela.O outono. Hoje estás vazio, como eu. Nao tens cäes a passarem por ti, a pisarem-te a deixar em ti as suas feses. Näo tens gente. Hoje ninguêm te fala. Somos só eu e tu nesta manhä. La atrás ja deixei o riacho. Água, suja. Esse sim nunca te abandona, a sua sujidade passa por ti todos os dias e passa e passa e passa. Mas näo podes desejar-lhe mal, ele é só o que é. Um riacho.O seu destino é correr por ti. Sempre, presente.
Casas. Carros. Preto.Quente.Aulas.
Está uma tarde agradável, o sol no frio dá um estranho sentimento de bem estar que vem escondido detrás de outro que näo te deixa estar bem. Já desci a ladeira.Desde o cimo observeite, estavas vazio. Sem perigos. Sem cäes, sem gente. Sozinho. Entro em ti, uma estranha rabanada de vento chega de frente, mas näo tenho frio. Os meus cabelos esvoaçam por ti. Os prédios lá ao fundo contrastam com a tua natureza. Ervas e árvores amarelas e esverdeadas. Do meio de ti sai um saco de plástico branco. Voa por cima do teu mato e volta a cair em ti. Como uma pomba. A tua poluiçäo, a tua pobreza e a tua merda nao saem. Ninguém ve isso, só eu. Dia após dia, acumula-se tudo, nada sai. E sei que aí vai continuar, anos e anos. Tudo te marca e eu nada posso contra isso, eu mesma sou como tu. Poluída. Volto a passar pelo teu riacho. Pedrinha a pedrinha passo por ele digo-lhe adeus e volto a ti. Piso-te.
Casa.Quente. Só.
Já está. Mais um dia. Quantos mais?
Wednesday, November 09, 2005
Carta para a Morte
“O amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura”- Manel Cruz
Quero-te em mim! Por mais errado que seja, por mais impossível, por mais utópico!
Vem a mim! Eu quero ser a tua casa, quero que me habites. Quero ter a tua doença, e morrer de ti. Quero poder abrir os braços e ter-te sempre a meu lado, tocar a tua capa negra e sentir os teus frios labios em mim.Quero a tua negra sombra a meu lado a toda a hora. Acompanha-me, precisamos falar,..
Como poderás ter medo de mim? Porque me temes? Poderás tu, meu rei e senhor, sentir medo de uma simples mortal? Tu és a minha doença e eu,...eu pretenderei ser a tua cura?Será correcto ter tal pensamento em mim? Temerme-ás porque vês em mim aquilo que queres ter e nao podes? Poderei ser, eu, a única coisa que nao podes ter?
Assim como eu nao te posso possuir, também tu nao podes sequer alcançar-me.
Vem a mim, toca-me, eu nao me importo de morrer por ti, por muito frias que sejam as tuas brancas maos eu estarei feliz, pois por uma vez o impossivel acontecerá e eu poderei sentir-te! Este desespero é mais forte do que tudo, é impossível expresá-lo, acaba com ele, eu sacrifico-me por nós, nao fujas de mim! VEM A MIM!
Tu nao me temes, tu tens peidade de mim.Consigo percebe-lo agora quando me das as costas e olhas a parede escondendo-te de mim,...EU! Aquela que hipnotizaste de amor, e agora deitas fora!
Eu nao sou digna de ti, a piedade é um sentimento repulsivo.
Quero-te em mim! Por mais errado que seja, por mais impossível, por mais utópico!
Vem a mim! Eu quero ser a tua casa, quero que me habites. Quero ter a tua doença, e morrer de ti. Quero poder abrir os braços e ter-te sempre a meu lado, tocar a tua capa negra e sentir os teus frios labios em mim.Quero a tua negra sombra a meu lado a toda a hora. Acompanha-me, precisamos falar,..
Como poderás ter medo de mim? Porque me temes? Poderás tu, meu rei e senhor, sentir medo de uma simples mortal? Tu és a minha doença e eu,...eu pretenderei ser a tua cura?Será correcto ter tal pensamento em mim? Temerme-ás porque vês em mim aquilo que queres ter e nao podes? Poderei ser, eu, a única coisa que nao podes ter?
Assim como eu nao te posso possuir, também tu nao podes sequer alcançar-me.
Vem a mim, toca-me, eu nao me importo de morrer por ti, por muito frias que sejam as tuas brancas maos eu estarei feliz, pois por uma vez o impossivel acontecerá e eu poderei sentir-te! Este desespero é mais forte do que tudo, é impossível expresá-lo, acaba com ele, eu sacrifico-me por nós, nao fujas de mim! VEM A MIM!
Tu nao me temes, tu tens peidade de mim.Consigo percebe-lo agora quando me das as costas e olhas a parede escondendo-te de mim,...EU! Aquela que hipnotizaste de amor, e agora deitas fora!
Eu nao sou digna de ti, a piedade é um sentimento repulsivo.
Tuesday, November 08, 2005
'A Lua
Cheguei e vi.te, estavas com aquela tua luz de sempre,..aquela tua luz azulada da lua, que envolve todo o ambiente e depois desaparece sem rasto...
Ainda hoje me rio quando recordo quantas vezes tentei procurar essa luz,..em vao! Pois tu nao estavas aqui e sem ti ela nao é. Os dois sao um. Mas claro que entao, eu ainda nao me tinha apercebido. Eu ainda nao sabia, a inocência vivía em mim. Se a tua luz nao estava, tu nao estavas; ou pelo menos nao aquí, pensava eu. Como podería eu ve.la?
Era lógico que nunca mais a vería, mas eu nao a via nao porque nao estivesses nesta cidade ou neste país, mas sim porque tu já nao estavas no mundo. Tu tinhas desaparecido. Foste sem deixar a tua luz,..sim,...aquela luz azulada da lua!O que só eu amava em ti, e o que nos fazia tao especiais!
Obrigada.
Ainda hoje me rio quando recordo quantas vezes tentei procurar essa luz,..em vao! Pois tu nao estavas aqui e sem ti ela nao é. Os dois sao um. Mas claro que entao, eu ainda nao me tinha apercebido. Eu ainda nao sabia, a inocência vivía em mim. Se a tua luz nao estava, tu nao estavas; ou pelo menos nao aquí, pensava eu. Como podería eu ve.la?
Era lógico que nunca mais a vería, mas eu nao a via nao porque nao estivesses nesta cidade ou neste país, mas sim porque tu já nao estavas no mundo. Tu tinhas desaparecido. Foste sem deixar a tua luz,..sim,...aquela luz azulada da lua!O que só eu amava em ti, e o que nos fazia tao especiais!
Obrigada.
Saturday, October 29, 2005
Aqueles dias (parte 2)
Uns dias mais tarde chega sexta-feira!Bem-dita sexta!Vamos jantar a um restaurante mexicano com as amigas, divertir-nos relaxar um bocadinho e voltar para o vale dos lençóis onde nos esperam sonhos ainda por sonhar! Acontece que havia reserva para as 8:30 e muitas de nós nao estávamos avisadas, entao com todo o tempo do mundo porque aquí se janta tardíssimo, eu e duas amigas decidimos inscrever-nos na campanha de alimentaçao ás cabritinhas orfäs que tinham chegado à nossa faculdade, entao às sete da noite lá fomos as três alimentar quase 40 cabrinhas pretas de uma semana de vida com os seus biberões, que assim que ouvem alguem chegar gritam de alegria e de fome! Acabado o processo..eram oito e muito da noite, quando somos avisadas que já estao todos no restaurante! Lá vamos a correr para o dito restaurante a cheirar a cabra e a leite de bebé, mas depois de uns nachos, burritos, tacos e muita sangria, tudo parece melhor! Acabamos por pedir uma garrafa de Tequila mexicana, para fechar com chave de ouro esta semana. Como é lógico, comecei com os meus devaneios da mente, que sempre faço quando tomo um ou dois copos de vinho, e as estupidezes que saem da minha boca ninguém imagina. Após o último shot de tequila da dita garrafa, começo com uma teoría de que em realidade o que queimava o estômago nao era a Tequila em sí, pois ela é inofensiva, mas sim o sal e o limao que se toma antes e depois de bebela!Isso sim!Pobre da tequila!!
Assim do nada...aparece um rapaz que se gira e diz, “aí mas eu conheço esta menina”.Era ninguém mais importante do que um dos meus profesores de equitaçao, e eu ali nao sei quanto tempo a falar a dizer estupidezes completamente bêbeda, e ele a ouvir-me (ele e mais membros da hípica como mais tarde vim a perceber!!).
-Que é que fazes aqui?
-Tou a beber!Quer dizer a comer!Bem primeiro comer e depois beber!-risada total da mesa!
-Bem tou a ver que ja tas fina!
-Nao ta tudo bem!
-Vens montar domingo?
-eh...bem...devo ir...-apercebo-me que estao todos os outros-..ah...Olá pessoal como estao!?Entao, também por aquí?
Avanço para cumprimentá-los, mas havia qualquer coisa dura no chao que como nao via bem o que era nao hesitei em pisar,...era um guardanapo empapado em sangria, no qual depois de pisar a minha linda bota decidiu encalhar e....PUM! caí ali mesmo!em frente de todos! Risos por todos os lados......
Como raio voltarei a aparecer nalgum sitio? Acho que neste momento nem a faculdade nem a hípica sao sitios seguros pa minha reputaçao!Sempre me resta o meu quarto!
Assim do nada...aparece um rapaz que se gira e diz, “aí mas eu conheço esta menina”.Era ninguém mais importante do que um dos meus profesores de equitaçao, e eu ali nao sei quanto tempo a falar a dizer estupidezes completamente bêbeda, e ele a ouvir-me (ele e mais membros da hípica como mais tarde vim a perceber!!).
-Que é que fazes aqui?
-Tou a beber!Quer dizer a comer!Bem primeiro comer e depois beber!-risada total da mesa!
-Bem tou a ver que ja tas fina!
-Nao ta tudo bem!
-Vens montar domingo?
-eh...bem...devo ir...-apercebo-me que estao todos os outros-..ah...Olá pessoal como estao!?Entao, também por aquí?
Avanço para cumprimentá-los, mas havia qualquer coisa dura no chao que como nao via bem o que era nao hesitei em pisar,...era um guardanapo empapado em sangria, no qual depois de pisar a minha linda bota decidiu encalhar e....PUM! caí ali mesmo!em frente de todos! Risos por todos os lados......
Como raio voltarei a aparecer nalgum sitio? Acho que neste momento nem a faculdade nem a hípica sao sitios seguros pa minha reputaçao!Sempre me resta o meu quarto!
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