
Seguem como ovelhas os rumos que deviam seguir. Correm pelos labirintos da vida, tal jogo de tétris onde tudo deve encaixar!
Aqui estou! Olha o que ficou! Vê, olha para mim, não sou luz, não te ofusco! Lavo com água e esfrego até arrancar a pele mas não sai! O rasto que ficou, foi o mesmo que deixaste em mim da outra vez.
Estou aqui sozinha, perdida do rumo,..não estou na maré, não sei remar,..não sei mentir como eles; como todos esses lobos que gritam a luares utópicos. Não te posso dizer que me importas, porque na verdade quero-te aqui porque és a minha liberdade. Não quero dizer quem és, não quero que saibam que foste tu, não quero que os lobos te culpem a ti. Como sabes, estou aqui sem fugir, a esperar, só à espera.
Achas que quero isto? Achas que gosto? Achas que sei tudo o que o futuro traz?Tudo é em vão, tudo é enormemente estúpido e escuro, sujo, fraco, frágil! Onde esta a força dos homens que formam a nação? Onde está o fogo que queimava o grito da terra? Sim, esse mesmo fogo que nos queimava por dentro, que nos fazia gritar, que nos doía, que mordiamos e arrancavamos com os dentes de sangue..onde esta???
Quero ter esse fogo, quero sentir-te aqui comigo sempre, quero arrancar-te comigo para fora da maré e quero ficar contigo assim sem mais ninguêm, quero de volta que me queimes com os teus beijos, quero outra vez que me faças gritar, que me dês voltas de alegria e que me faças ver as cores do arco-íris, quero comer doces contigo..quero, quero,..quero criar uma nova maré contigo e marchar a teu lado!..e que me faças tua. Tua. Só isso...


